Para que Licença Maternidade?

O governo acabou de aprovar a licença maternidade de seis meses. Seriam nossos governantes loucos, indo na contramão do capitalismo selvagem?Com certeza o capitalismo é sim selvagem, pois neste sistema social só o que vale é o dinheiro. Ao entregarmos nossas almas ao amargo capitalismo passamos a ser ignorantes e insensíveis. Um dia destes ouvi um patético ser criticar a aprovação da licença maternidade sem nem mesmo saber seu conteúdo e sua obrigatoriedade. Aliás, este indivíduo apenas representou uma grande parcela da população que critica sem base de informação nenhuma. Ele não foi o único a ecoar sua abominável falta de conhecimento próximo das minhas orelhas, mas como diz o ditado, melhor ouvir isso do que ser surdo.Será que ninguém lê matérias importantes além de testes medíocres que medem o quanto "fulano" ama "beltrana"? Ninguém mais presta atenção nas informações entre um "cada um no seu quadrado" e um "sacode o corpo" nas rádios? Ninguém mais assiste noticiários da TV? Mas bem pior do que a falta de informação dos críticos populares é com certeza a falta de sensibilidade quanto à importância da extensão da licença maternidade para as mães e principalmente para os bebês. Só o que conta é o dinheiro, então ouvimos frases como: "Ninguém mais vai querer contratar mulheres". Ninguém pára para pensar o quanto há de ser positivo no desenvolvimento da criança ficar mais dois meses próximos da mãe. Ou pensar que futuramente esses dois meses a mais de licença maternidade poderão garantir pessoas mais seguras, sensíveis e capazes, entre outras qualidades. Ou pensar ainda que o sucesso psicológico e estrutural destes futuros cidadãos trará reflexos para toda a sociedade. Mas tudo isso é "balela" minha, pois isso não importa. Já viu o capitalismo selvagem se preocupar com o amanhã? Já viu o capitalismo selvagem se preocupar com o bem-estar de alguém? Já viu o capitalismo selvagem se preocupar com o psicológico, principalmente de crianças?Não é à toa que estamos vivendo um período de caos global com requintes de crueldade nas atitudes prepotentes e assassinas dos seres (nada) humanos. E viva o dinheiro, porque o resto, é resto!!!



Categoria: Crítica
Escrito por Prof Iranildo às 15h03
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DIREITOS, DE QUEM?

Nos últimos anos a quantidade de incidentes envolvendo a área da educação tem sido alarmante. Nos noticiários da TV ou nas páginas dos jornais e revistas é comum vermos em suas manchetes atos de vandalismo, homicídios, drogas e outras atrocidades envolvendo alunos, professores, ambiente escolar, etc. Seria hipocrisia minha culpar apenas um alguém por tudo isso, pois na verdade, os fatores que têm levado a todo este caos tem várias origens e muita negligência. Em vista de tudo o que tem ocorrido nas comunidades escolares e conseqüentemente no país, questiono uma coisa: de uma forma geral, do que tem ajudado o Conselho Tutelar, os Direitos Humanos e as Leis de Maioridade? Jovens debochados, se tornando criminosos, marginalizados, discriminados, etc., usam de forma totalmente incoerente o que deveria lhes trazer benefícios, mas só os prejudicam. Por que os órgãos do governo, conselhos, etc. não se preocupam em realmente melhorar a vida desses jovens? Seria por que dá muito trabalho recuperá-los? Seria por que, além de dar trabalho, dá despesas? Grande parte de menores infratores é beneficiada (ou melhor, prejudicada) pela lei e por alguns destes órgãos. Se o menor em questão é preso, logo estará sendo “acobertado” e a sua libertação exigida. Mas tudo se limita praticamente a isso, pois o mesmo não terá acompanhamento para que se recupere de verdade. Sendo assim, podemos dizer que o menor está sendo realmente acobertado, mas não acolhido. O Brasil não precisa que a lei de maioridade mude. Não precisamos de mais meios de punição para estes jovens. Se cadeia fosse corretivo a maioria dos detentos sairia de lá recuperado, mas não é o que acontece.O que precisamos é de educação de qualidade, que estes jovens sejam na realidade assistidos para alcançar a recuperação que necessitam e que se resgate a família, instituição essencial na formação moral e afetiva de qualquer ser humano, mas que foi degradada e se perdeu ao longo dos últimos tempos. O conselho tutelar exige que a escola receba o menor, mas não dá o suporte necessário para que este jovem se recupere. A escola sozinha não é capaz de reabilitá-lo. A escola precisa da parceria do próprio conselho, de psicólogos e da família, mas não é o que geralmente acontece. Geralmente, o juvenil é “largado” na escola e só isso. O que significam termos como: bem estar do menor, direitos da criança e do adolescente, estatuto da criança e do adolescente, etc.? Por que os deveres por parte do governo com esses jovens não precisam ser cumpridos como garante a lei? Como esperar que a escola sozinha consiga progredir com esses menores infratores ou marginalizados sem o suporte e acompanhamento dos órgãos competentes? Toda criança tem direito à educação, portanto, “jogar” um menor na escola sem auxílio só vai tirar os direitos dos outros alunos ao estudo, pois o comportamento e as atitudes deste menor com certeza irão interferir negativamente em toda a turma. Não podemos confundir o direito de um com o menosprezo ao outro. O verdadeiro enredo deste tema tem sido pífio, com o governo fingindo que faz, os órgãos e conselhos públicos empurrando o problema para a escola, que por sua vez não sabe, não pode e muitas vezes não quer solucionar o caso. O resultado final acaba sendo o indivíduo passando de menor infrator para maior criminoso (isso quando não morre antes de completar dezoito anos). No final das contas, a sociedade é quem paga muito caro por este descaso, pois sofre com a educação desqualificada, mão-de-obra incompetente, violência e falta de cidadania, entre outros. Diante de todo o escárnio que temos vivido no que diz respeito à sociedade, não há de ser torpe da minha parte dizer que os seres humanos estão involuíndo e originando uma nova espécie, a do Homo ridiculus (homem ridículo), com o comportamento mais irracional de todos os animais, de instinto destruidor no sentido social e ecológico, ambicioso e sem limites, capaz de se tornar um “canibal” quando quer ser mais do que os seus semelhantes. Não concorda? Então leia diariamente os jornais e revistas, acompanhe os noticiários da TV e, acima de tudo, acompanhe a política. Se fizer isso ficará horrorizado (a) com o que vai ver. Diferente desta nova espécie degradante, ser Homo sapiens sapiens é ser: humano, cordial, educado, consciente, responsável, respeitador, civilizado, amável. É formar uma família e saber o real significado dela. É olhar para o seu semelhante e querer o seu bem-estar. É uma pena que a nossa espécie esteja em extinção. E por favor, educação é direito de TODOS!



Categoria: Crítica
Escrito por Prof Iranildo às 14h57
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