MEUS HERÓIS MORRERAM DE OVERDOSE!
Cresci, vivi e aprendi que o maior bem da nossa vida é a família. Aprendi que meus pais não são perfeitos, mas fizeram de tudo para que eu fosse. Aprendi a admirar meus irmãos, por me acompanharem sempre e me auxiliarem quando precisei. E o que dizer então dos avós, tios, etc.
Além de tantos entes queridos que já completam nossa vida, quando crescemos ainda escolhemos alguém para formarmos nossa própria família. Uma esposa ou marido, depois os filhos e assim por diante. Enfim, aprendi que minha família é formada pelos meus heróis.
Os heróis não precisam ser perfeitos, mas precisam estar presentes para nos aperfeiçoarem. Não precisam “ser exemplos”, mas precisam “dar exemplos”. Heróis são eternos e amam incondicionalmente.
Família não precisa ser perfeita, mas precisa se aperfeiçoar. Não precisa ser exemplar, mas precisa se dar ao respeito. Precisam se eternizar e amar, mesmo na distância e na ausência, para que se faça valer, mesmo na unidade.
Infelizmente a sociedade avança na contramão da instituição familiar, que ano após ano vem perdendo espaço nos corações das pessoas. No lugar do amor, pessoas obcecadas. No lugar da tolerância, pessoas estressadas. No lugar do carinho, pessoas imorais.
A família é essencial na formação psicológica de uma pessoa e social de um grupo. Cada vez que uma família acaba, morre um pedacinho de muitos de nós. Às vezes por fazermos parte dessa família ou por conhecê-la, e outras vezes por situações que se tornam públicas, como homicídios, agressões, etc.
Não que tudo que está acontecendo de ruim no mundo seja culpa da família, mas uma parte, com certeza, é pela falta objetiva dela. Quando traçamos o perfil de algumas famílias envolvidas em tragédias fica mais fácil entender como certas situações puderam ocorrer.
Recentemente houve o cárcere privado da garota Eloá, que acabou morta a tiros pelo ex-namorado Lindemberg. Com o caso, veio à tona uma seqüência de imoralidades na família, com o pai sendo acusado de homicídios e participação em grupos de extermínio e a mãe acusada de desaparecer com o filho do casamento anterior.
Há pouco tempo atrás foi o caso da menina Isabella Nardoni, atirada da janela do apartamento, supostamente pelo próprio pai e pela madrasta. Um caso obscuro que revela, seja quem for o assassino, uma pessoa insana e cruel. A revista Veja, em sua edição nº 2088, ano 41, nº 47, revela a falta de estrutura moral da família de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, respectivamente.
De acordo com a revista Veja, o pai de Alexandre tem um filho de três anos, fruto de um relacionamento extraconjugal com a concunhada, enquanto o pai de Anna Carolina responde a três processos criminais na justiça, um por furto de energia, outro por estelionato e ainda um por importunação ofensiva ao pudor, além de outros problemas pessoais.
Casos como estes deixam bem claro o quanto o perfil familiar pode se refletir de forma inconseqüente na vida de seus membros e nos faz refletir quanto ao cuidado que devemos ter ao cuidar dos nossos filhos para que se tornem humanos, cidadãos responsáveis, e não monstros cruéis e sanguinários que botam a vida dos seus “amados” em risco, com arremessos de crianças, assassinatos de pais e avós, etc., com instintos de crueldade.
Num mundo tão frio e individualista como está se tornando o nosso, que possamos ser e ter heróis imortais dentro das nossas famílias.
Escrito por Prof Iranildo às 12h04
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