PODRES PODERES

Eu nunca escondi que meu maior desejo político era a diminuição de 513 deputados federais para um número bem menor que isso, pois já está muitíssimo comprovado que é muito bolso para pouco trabalho.

Mas, para minha surpresa, ao acompanhar os últimos escândalos vindos dos nossos “amados” (para não dizer: amargos) deputados e senadores, cheguei à conclusão que na verdade não são 513, mas sim 515 deputados. Vejamos:

Hoje temos vários deputados e senadores sendo acusados por praticar algum crime (eu digo aqueles que nós pobres mortais também cometemos, além daqueles que praticam em Brasília, pois estes crimes do congresso não nos pertencem). São acusações de estupro, donos de castelos, apropriação de verba indenizatória, a farra das viagens com nosso dinheiro, e muito mais.

Hoje também temos dois indivíduos que, pelo menos no que diz respeito a semelhanças com alguns congressistas, podem ser considerados verdadeiros deputados federais ou senadores, com partido e tudo mais. São eles Fernandinho Beira-Mar (PCV-BR, ou Partido do Comando Vermelho) e Marcos Camacho, o Marcola (PCC-BR, ou Primeiro Comando da Capital).

Muitos dos nossos “nobres” representantes carregam consigo uma ficha criminal ou suspeitas de crimes de deixar muito bandido com inveja e viajam constantemente com nosso dinheiro, coisa que muitos coitados que pagam impostos jamais poderão fazer em suas vidas. O que há de diferente quanto a isso e as fichas criminais e os passeios de avião de Beira-Mar e Marcola?

Recentemente um leitor de certa revista escreveu que o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) está pouco se lixando para a opinião pública e seus eleitores estão relinchando. Só não concordo plenamente com o autor da frase porque os equinos não merecem tal comparação, mas que o povo está pedindo para ser roubado, com certeza está. Aliás, pedindo não, implorando.

 

Prof. Iranildo Lira

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