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Crítica
PODRES PODERES
Eu nunca escondi que meu maior desejo político era a diminuição de 513 deputados federais para um número bem menor que isso, pois já está muitíssimo comprovado que é muito bolso para pouco trabalho. Mas, para minha surpresa, ao acompanhar os últimos escândalos vindos dos nossos “amados” (para não dizer: amargos) deputados e senadores, cheguei à conclusão que na verdade não são 513, mas sim 515 deputados. Vejamos: Hoje temos vários deputados e senadores sendo acusados por praticar algum crime (eu digo aqueles que nós pobres mortais também cometemos, além daqueles que praticam em Brasília, pois estes crimes do congresso não nos pertencem). São acusações de estupro, donos de castelos, apropriação de verba indenizatória, a farra das viagens com nosso dinheiro, e muito mais. Hoje também temos dois indivíduos que, pelo menos no que diz respeito a semelhanças com alguns congressistas, podem ser considerados verdadeiros deputados federais ou senadores, com partido e tudo mais. São eles Fernandinho Beira-Mar (PCV-BR, ou Partido do Comando Vermelho) e Marcos Camacho, o Marcola (PCC-BR, ou Primeiro Comando da Capital). Muitos dos nossos “nobres” representantes carregam consigo uma ficha criminal ou suspeitas de crimes de deixar muito bandido com inveja e viajam constantemente com nosso dinheiro, coisa que muitos coitados que pagam impostos jamais poderão fazer em suas vidas. O que há de diferente quanto a isso e as fichas criminais e os passeios de avião de Beira-Mar e Marcola? Recentemente um leitor de certa revista escreveu que o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) está pouco se lixando para a opinião pública e seus eleitores estão relinchando. Só não concordo plenamente com o autor da frase porque os equinos não merecem tal comparação, mas que o povo está pedindo para ser roubado, com certeza está. Aliás, pedindo não, implorando. Prof. Iranildo Lira HTTP://profiranildo.blog.uol.com.br
Escrito por Prof Iranildo às 20h14
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EDUCAÇÃO: O SER E O NÃO SER
Na educação existem os verdadeiros e os falsos. Na escola existem os profissionais de fato e os enganadores. Nos lares existem os verdadeiros pais e os ausentes. Porém, quando se fala em educação em relação ao governo, aí não existem educadores, nem de fato e nem enganadores, nem verdadeiros e nem ausentes, porque não existe educação para nossos governantes. Se intrometendo em todos os segmentos existem ainda os idiotas, que são aqueles que acham que nenhum professor presta e nenhum pai ou mãe também presta.
Os professores de fato são aqueles que realmente atuam como educadores, se empenham em meio às adversidades e buscam melhoria na qualidade do ensino. São os corajosos que enfrentam todo o infortúnio, principalmente da escola pública, para dar possibilidades de progresso futuro aos seus alunos.
Os enganadores da educação são fáceis de reconhecer. Sã os aventureiros que nunca participam de nada, quando interpelados fazem cara de "mexerica estragada", reclamam de tudo. Para eles nenhum aluno presta, acham que estão na escola fazendo favores aos alunos, largam seus alunos cumprindo tarefas sozinhos, chegam constantemente atrasados na escola. Não possuem educação para si próprios, como por exemplo, ser incapazes de desejar bom dia, boa tarde ou boa noite, e por aí vai.
Os pais verdadeiros não são aqueles que botam a criança no mundo, mas sim aqueles que botam amor no mundo. Doam-se pelos seus pupilos, têm noção da sua importância para os filhos e passam a viver em comunhão com eles. Empenham-se para educá-los e os encaminham para o caminho do bem, da responsabilidade, do respeito e da cidadania.
Por outro lado, os criminosos são os que destroem o futuro e os sonhos dos seus filhos. A principal frase dita por eles é: "eu não tenho tempo para o meu filho". São criminosos porque matam as chances de construção de uma vida mais digna pelos seus descendentes. São exemplos de perdição perante seus jovens, pois não os educa, não os respeita e nem os ensina respeito. Jamais devem ser chamados de pais, pois não o são.
Na política, conhecemos vereadores, prefeitos, deputados (estaduais e federais), governadores, senadores e presidentes, mas nenhum é educador, portanto, nada a comentar sobre eles neste texto, a não ser pelo fato de que, se fossem educadores, não teríamos uma qualidade de educação tão medíocre como a do Brasil.
Para encerrar, temos os idiotas de plantão. São os hipócritas como "um tal Gustavinho" que não sabem diferenciar professor de aventureiro, pai e mãe de criminoso, etc. São aqueles repugnantes que todas as vezes que vão fazer uma crítica em relação à educação culpam todos os professores, ou todos os pais, ou todos de todos. São aqueles que, se fossem trabalhar na educação seriam os aventureiros, se tiverem filhos serão os criminosos e, se forem exercer um cargo público... Prefiro não comentar!
Escrito por Prof Iranildo às 22h24
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UM I-MUNDO CHAMADO BRASIL!
Por incrível que pareça ainda não me acostumei com certos absurdos dos nossos governantes, apesar de tantos abusos, falcatruas e descasos.
Nos últimos dias foram mais duas demonstrações de espetáculos circenses dos nossos nobres deputados e senadores e uma do nosso dignifico presidente da república.
Para não perdermos o costume, mais um processo de cassação na câmara dos deputados acabou em pizza com a absolvição do deputado federal Paulinho da Força Sindical, acusado de desvio de verbas do BNDES. O relator do processo sugeriu a cassação, mas é óbvio que os demais colegas deputados, que com certeza fazem parte da mesma "laia" do acusado, votaram contra o relator, mantendo mais um deputado teoricamente corrupto no poder, fato corriqueiro pelos arredores de Brasília.
Além de mais uma aberração dos nossos líderes congressistas, os senadores aprovaram o aumento do número de vereadores novamente, contrariando ação do TSE que anteriormente havia reduzido coerentemente o número de vereadores no país. Assim como 513 deputados federais e 81 senadores é um número incompatível com o papel que desempenham, o aumento no número de vereadores também é uma indecência. Mas nos últimos anos praticamente as únicas efetivações vindas de Brasília tem sido benefícios para eles próprios ou as eternas brincadeiras de situação e oposição.
Para terminar o podre assunto, o Sr. Lula, a quem chamamos de presidente da república, resolveu anistiar os caloteiros federais. Péssima aula de matemática e cidadania. Quem tinha dívidas com o governo federal vencidas a mais de cinco anos não precisa mais se preocupar, pois as suas dívidas foram zeradas. Os portadores de dívidas vencidas a menos de cinco anos podem facilitar o pagamento das mesmas, e, pasmem, quem está cumprindo suas obrigações pagando suas dívidas direitinho que continue assim, pois os honestos ficaram de fora do benefício, ou seja, de acordo com o fato, vale mais a pena ser caloteiro do que pagar suas contas em dia quando se deve ao governo federal.
Incoerência total no país dos marginais.
Prof. Iranildo Lira
http://profiranildo.blog.uol.com.br
Escrito por Prof Iranildo às 00h54
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O CARÁTER SE MOSTRA NA ADVERSIDADE
Nos últimos dias o Estado de Santa Catarina tem sofrido com o excesso de chuvas e os estragos que a água tem causado em diversas cidades. O resultado desse caos é a morte de dezenas de pessoas e milhares delas desabrigadas, perdendo seus móveis, casas, etc.
As imagens são chocantes, com cidades submersas em quase todas suas extensões. Muitas das casas atingidas se localizam em locais anteriormente seguros, mas muitas outras, como sempre, construídas em áreas de risco.
A cada vez que casos como estes ocorrem ficamos desolados, mas muitas das vítimas são as principais culpadas por estas catástrofes, algumas por se instalarem em barrancos e encostas, outras por se arriscarem em meio às enchentes, etc. Claro que essas vítimas não tiveram instinto suicida, mas algumas se arriscaram de modo excessivo e a autoconfiança também acaba por aumentar o risco.
Em meio a catástrofe, muitos seres humanos demonstram seu caráter, ajudando os necessitados ou se aproveitando da situação em benefício próprio. É comovente a quantidade de pessoas espalhadas pelo Brasil doando algo para ajudar o grande número de vítimas das enchentes.
O brasileiro em geral realmente tem espírito de companheirismo, e isso é maravilhoso, mas o triste e deprimente mesmo é ver os espíritos de porco, bandidos, saqueando supermercados e rondando casas momentaneamente abandonadas para roubá-las.
Nada justifica tais ações covardes. Uma emissora de TV citou a invasão a um supermercado como desespero da população com medo de ficar sem mantimentos. Isso não é desespero, é falta de caráter. O meu desespero não me dá o direito de roubar o que é do outro. Além disso, tinha gente saindo até com embalagens de cerveja nas mãos, caracterizando bem a maldade, pois isso não é alimento.
Infelizmente, a ganância é o combustível da alma de muitos dos nossos semelhantes, que se sujeitam a atos de vandalismo e covardia, em contrapartida a solidariedade e comoção de tantos que aprenderam a dividir na hora da necessidade.
Não podemos no esquecer também da maior vítima de todas (em tamanho), que é o planeta Terra. Pelo que estamos vendo, os acontecimentos de Santa Catarina são só uma mostra do que vem pela frente, graças à mesma ganância já citada e o descaso das pessoas com o meio ambiente.
Por favor, sejamos realmente humanos. Façamos jus aos termos que nos classificam como sábios (Homo sapiens) e bondosos (humanos).
Escrito por Prof Iranildo às 10h08
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POLÍTICA E POVO NÃO COMBINAM!!!
Definitivamente, nos dicionários da grande maioria dos nossos líderes governantes não existe o termo “povo”, muito menos em suas ações, e, para muitos deles, honestidade foi arrancada das suas páginas.
A cada eleição são as mesmas “ladainhas” de sempre, com figuras folclóricas fazendo papéis ridículos, e muitos mal-intencionados se passando por anjinhos, tanto que as propagandas distribuídas recebem o nome de santinhos. Aliás, nome mais do que coerente, uma vez que os “diabos” se apresentam maquiados com cara de pau como se fossem verdadeiros poços de pureza. É a maldade enrustida, com a maioria dos candidatos posando de anjos e depois de eleitos agindo como deuses; os deuses das causas próprias.
A começar pelo presidente da república, seja o atual ou os que passaram, muito pouco tem sido feito em prol da população, principalmente pelos mais carentes. Tudo bem que muitos dos carentes vivem assim porque pouco fazem para melhorar suas vidas, mas muitos deles também sofrem com as faltas de oportunidades de lutar por uma vida melhor.
Mas o ícone do individualismo e projeção social pessoal mesmo é o congresso nacional com nossos infelizes deputados e senadores. Pobres coitados que ganham exorbitantes valores por mês para brincar de situação e oposição, que se matam de trabalhar quase todas as terças, quartas e quintas, folgando aos finais de semanas, segundas e sextas. Vida difícil para quem recebe entre salários e auxílios cerca de R$100.000,00 (cem mil reais) mensalmente. Mas eles são motivo de muito orgulho para o Brasil, pois têm um grande título: estão entre os congressistas mais caros do mundo.
Mais humildes, porém não menos coitados, estão os governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Assim como os demais, também posam de anjinhos em época de eleições, prometendo verdadeiros contos de fadas para as nossas vidas.
Quando se fala em política há um ponto positivo em nossas vidas: é a esperança de que um dia seja eleito um filho de Deus capaz de realmente governar para o povo.
A maior prova da incompetência e do desinteresse da grande maioria dos nossos governantes é a campanha à reeleição de quem, logicamente, já é administrador público. As frases mais ouvidas são: “no próximo mandato farei, melhorarei, construirei, etc...”. Fico pensando o porquê de o indivíduo fazer no próximo mandato e não no atual. Por que ele pode fazer depois, mas não hoje? Por que os candidatos que tentam voltar ao poder prometem que vão fazer milagres, mas não o fizeram quando já foram governantes?
Senhores governantes, por favor, me expliquem: se suas funções são as de governar pelo povo e para o povo, por que nossos congressistas se aposentam com salário integral com dois mandatos, equivalentes a oito anos, enquanto nós, pobres mortais, muitas vezes morremos antes da aposentadoria e, quando conseguimos, recebemos uma miséria? Por que o governo diz que não há dinheiro quando se trata de melhoria de vida da população, mas sempre que diz respeito a eles o dinheiro é suficiente? Por que o salário mínimo tem que ser muito baixo senão o governo não terá como cumprir suas obrigações, mas ao mesmo tempo discutem aumentos próprios, às vezes atingindo 100%?
Dando uma de vidente, quem sabe haverá um dia que um verdadeiro anjo descerá à Terra, mais precisamente ao Brasil, e pensará verdadeiramente no povo ao se eleger para um cargo público!
Escrito por Prof Iranildo às 11h31
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ABRAM-SE AS CORTINAS II
Depois do sensacionalismo barato da mídia extravagante e do comportamento exótico de boa parte da população no caso Isabella Nardoni, mais uma vez esta mídia espalhafatosa dá o ar das graças na sua incessante carnificina no caso Eloá Cristina.
Diga-se de passagem, há uma emissora de TV que se tornou profissional na arte de explorar a dor da sociedade diante de “catástrofes” sociais, extrapolando os limites do jornalismo para exibir um verdadeiro show de horrores.
O pior de tudo isso, além da dor dos envolvidos no caso, é que mais uma vez boa parte da população volta a ostentar comportamento exótico, comprando sem pudores o que esta mídia está pronta para vender: a crítica destrutiva.
Este tipo de mídia e esta parcela da população não estão preocupados com o bem-estar dos jovens e das famílias, mas sim com o espetáculo e a repercussão do caso. Não se envolvem emocionalmente, mas vêem o caso como uma grande oportunidade de exploração comercial, se expor nos meios de comunicação ou mero bate-papo nas rodas de amigos.
É triste vermos estes tipos de comportamentos e é preocupante o quanto tem se tornado habitual a ocorrência de crimes sórdidos (apesar de que todo crime é sórdido). A vida humana vem se tornando insignificante nas mãos dos inábeis humanos.
Engana-se quem acha que todos estes reveses só acontecem com os outros e estão imunes a eles. Esses infortúnios podem estar mais próximos do que imaginamos, pois lidamos com diversas pessoas no nosso dia-a-dia e não estamos livres da ação de alguém insano.
Ao invés de ficarem criticando a postura da polícia, da jovem amiga, ou de quem quer que seja, por que não nos voltamos a sensibilizar os seres humanos em relação ao amor, a ética, o respeito e o comportamento? Se a polícia agiu errada, como seria agir corretamente?
É irritante ver que o que importa é culpar alguém, e não procurar a cura para a doença comportamental de extermínio que vem se instalando entre nós. Se a polícia tivesse invadido o apartamento antes seria criticada, se tivesse atirado no criminoso seria criticada, enfim, o que quer que fizesse e pelo o que fez é criticada, pois dá Ibope.
Sou professor e ao longo da minha carreira aprendi a ver de forma desprezível a ação de conselhos tutelares e comissões de direitos humanos. Neste caso em específico, onde estavam eles que não confortaram as famílias dos jovens durante o seqüestro? Onde estavam eles quando os dois amigos e a jovem amiga da Eloá foram libertados? Que apoio darão aos envolvidos daqui para frente?
Já vi muitas escolas terem que engolir marginais, menores infratores, etc. sem o menor apoio de conselhos tutelares ou comissões de direitos humanos para recuperar estes indivíduos, apenas “jogando-os” em instituições de ensino como se fossem recuperá-los só pelo simples fatos de estarem lá.
Concluindo, ao invés de se tornar um telespectador medíocre desses infames meios de comunicação que prezam pela vulgaridade ou ficar procurando culpados para um crime cuja culpa é na verdade do praticante, reveja seus conceitos, suas atitudes e se preocupe em fazer sua parte por um mundo melhor, pois amanhã a pior das vítimas pode ser qualquer um de nós.
Escrito por Prof Iranildo às 20h03
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HORA DE MUDAR!!!
A cada dia que passa vem se tornando mais impertinente o uso da expressão “seres humanos” para designar a nossa espécie. A considerar raras exceções de humanos que fazem jus ao termo, a humanidade está em plena decadência social e natural, portanto, generalizando, a julgar pelo significado de “humano” no dicionário Aurélio como: “Bondoso, Humanitário”, e o comportamento das pessoas em geral, chego à conclusão de que é hora de mudarmos de nome.
Seres humanos e Homo sapiens sapiens estão além do que nossa espécie tem apresentado como ético e sábio. Os homens e mulheres símbolos de moralidade, bondade e civilidade estão cada vez mais escassos. Estamos ficando órfãos também neste quesito.
Somos todos culpados e vítimas, portanto, sem demagogias, independente da idade, com exceção das crianças, é lógico, adultos e adolescentes têm sua parcela de culpa e de infelicidade.
Alguns adolescentes, quando querem, são capazes de mentir, agir de má fé ou enganar para conseguir o que desejam. Seja para conquistas ou para se livrar de importunos, podem ter atitudes desleais ou depreciativas.
São imaturos, mas sabem discernir o certo do errado. São vítimas, mas também são culpados. Quem lida no dia-a-dia com jovens sabe muito bem o que quero dizer. Quem já foi infortunado também.
São jovens, tem muito que aprender, mas também tem muito que desaprender.
Jovens a parte, os adultos são realmente os principais protagonistas do desequilíbrio das ações humanas. A ganância e o desprezo têm tomado conta dos corações de grande parte das pessoas, que tem agido com maldade e falta de caráter, generalizando, é claro.
No mundo todo, todos os dias, acompanhamos aterrorizados as aberrações que os ignóbeis seres (nada) humanos nos proporcionam. A violência está estampada em todos os segmentos da sociedade, na política estamos céticos quanto às promessas desmedidas que nos soam aos ouvidos, na economia o capitalismo desenfreado arruína a vida de milhares de pessoas.
Vivemos esperando por dias melhores e pelo jeito continuaremos esperando por centenas de anos. Enquanto esperamos por melhoria assistimos a fome dos nossos semelhantes na África, as guerras tirando a vida de milhares de pessoas em prol dos interesses de alguns, a degradação social da família e a subversão dos valores éticos e religiosos por apreços a bens materiais e ilusórios.
Sejamos felizes pelo que somos e pelo que temos, mas que sejamos felizes por sermos honestos, dignos, corretos, sábios, irmãos e tenhamos honra, sensibilidade, bondade e harmonia. Aí sim poderemos nos orgulhar por termos dias melhores.
Escrito por Prof Iranildo às 12h48
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SER HUMANO, SER!
Às vezes me pergunto o que significa ser um Ser Humano. Seria ter um magnífico dom? Aquele dom que somente o homem tem, que é o dom do raciocínio lógico e da inteligência?
O que poderíamos chamar de raciocínio lógico? E de inteligência? Seria destruir a natureza, os próprios semelhantes, matar, roubar, enganar, trair, arruinar, etc.?
Vejamos alguns exemplos:O presidente do país mais poderoso do mundo gasta horrores para caçar um suposto terrorista e acaba por matar mais do que o próprio terrorista em seu país. Este mesmo poderoso presidente gasta horrores com a guerra, mas ignora seus compatriotas quando estes são arruinados por furacões.
E o Brasil. O país mais rico em biodiversidade do mundo, riquíssimo em água, solo e clima maravilhosos, um povo amistoso e receptivo, o que ganha com isso? Ganha 513 deputados que a cada mês deixa o povo mais pobre. 513 deputados que ganham para tudo e ainda querem mais. Querem aumentar seus salários, auxílio até para o papel higiênico que usam no banheiro (melhor não dar idéia). O pior de tudo é pagarmos o salário deles para que votem quem será cassado ou quem será absolvido. Mas não precisam se preocupar, pois se forem cassados, poderão pedir uma misera aposentadoria de cinco ou nove mil reais enquanto o povo que realmente trabalha ganha cerca de quatrocentos reais de aposentadoria aos 60 anos de idade.
O homem se considera tão sábio, mas é o único que caça por esporte, é um dos pouquíssimos seres que quanto menor a possibilidade de sobrevivência mais se reproduz, fabrica coisas para sua própria destruição e destrói seu próprio ambiente. E olha que nem os parasitas gostam de matar seu hospedeiro, pois ali está sua fonte de sobrevivência.
Quando eu era criança ficava bravo quando me chamavam de “animal”, agora que sou adulto me envergonho de ser chamado de ser humano por saber que entre nós existem semelhantes como alguns senadores, alguns deputados e diversos outros que apodrecem a nossa espécie.
O ser humano é o único animal que maltrata e destrói a casa em que vive, seu planeta, algumas vezes por desconhecimento, mas a maioria das vezes por egoísmo, imediatismo e descaso.
No final , nossa sociedade será definida, não somente pelo que criamos, mas pelo que nos recusamos a destruir. A escolha é sua.
Escrito por Prof Iranildo às 17h09
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Para que Licença Maternidade?
O governo acabou de aprovar a licença maternidade de seis meses. Seriam nossos governantes loucos, indo na contramão do capitalismo selvagem?Com certeza o capitalismo é sim selvagem, pois neste sistema social só o que vale é o dinheiro. Ao entregarmos nossas almas ao amargo capitalismo passamos a ser ignorantes e insensíveis.
Um dia destes ouvi um patético ser criticar a aprovação da licença maternidade sem nem mesmo saber seu conteúdo e sua obrigatoriedade. Aliás, este indivíduo apenas representou uma grande parcela da população que critica sem base de informação nenhuma.
Ele não foi o único a ecoar sua abominável falta de conhecimento próximo das minhas orelhas, mas como diz o ditado, melhor ouvir isso do que ser surdo.Será que ninguém lê matérias importantes além de testes medíocres que medem o quanto "fulano" ama "beltrana"? Ninguém mais presta atenção nas informações entre um "cada um no seu quadrado" e um "sacode o corpo" nas rádios? Ninguém mais assiste noticiários da TV?
Mas bem pior do que a falta de informação dos críticos populares é com certeza a falta de sensibilidade quanto à importância da extensão da licença maternidade para as mães e principalmente para os bebês.
Só o que conta é o dinheiro, então ouvimos frases como: "Ninguém mais vai querer contratar mulheres". Ninguém pára para pensar o quanto há de ser positivo no desenvolvimento da criança ficar mais dois meses próximos da mãe. Ou pensar que futuramente esses dois meses a mais de licença maternidade poderão garantir pessoas mais seguras, sensíveis e capazes, entre outras qualidades. Ou pensar ainda que o sucesso psicológico e estrutural destes futuros cidadãos trará reflexos para toda a sociedade.
Mas tudo isso é "balela" minha, pois isso não importa. Já viu o capitalismo selvagem se preocupar com o amanhã? Já viu o capitalismo selvagem se preocupar com o bem-estar de alguém? Já viu o capitalismo selvagem se preocupar com o psicológico, principalmente de crianças?Não é à toa que estamos vivendo um período de caos global com requintes de crueldade nas atitudes prepotentes e assassinas dos seres (nada) humanos.
E viva o dinheiro, porque o resto, é resto!!!
Escrito por Prof Iranildo às 15h03
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DIREITOS, DE QUEM?
Nos últimos anos a quantidade de incidentes envolvendo a área da educação tem sido alarmante.
Nos noticiários da TV ou nas páginas dos jornais e revistas é comum vermos em suas manchetes atos de vandalismo, homicídios, drogas e outras atrocidades envolvendo alunos, professores, ambiente escolar, etc.
Seria hipocrisia minha culpar apenas um alguém por tudo isso, pois na verdade, os fatores que têm levado a todo este caos tem várias origens e muita negligência.
Em vista de tudo o que tem ocorrido nas comunidades escolares e conseqüentemente no país, questiono uma coisa: de uma forma geral, do que tem ajudado o Conselho Tutelar, os Direitos Humanos e as Leis de Maioridade?
Jovens debochados, se tornando criminosos, marginalizados, discriminados, etc., usam de forma totalmente incoerente o que deveria lhes trazer benefícios, mas só os prejudicam.
Por que os órgãos do governo, conselhos, etc. não se preocupam em realmente melhorar a vida desses jovens? Seria por que dá muito trabalho recuperá-los? Seria por que, além de dar trabalho, dá despesas?
Grande parte de menores infratores é beneficiada (ou melhor, prejudicada) pela lei e por alguns destes órgãos. Se o menor em questão é preso, logo estará sendo “acobertado” e a sua libertação exigida. Mas tudo se limita praticamente a isso, pois o mesmo não terá acompanhamento para que se recupere de verdade. Sendo assim, podemos dizer que o menor está sendo realmente acobertado, mas não acolhido.
O Brasil não precisa que a lei de maioridade mude. Não precisamos de mais meios de punição para estes jovens. Se cadeia fosse corretivo a maioria dos detentos sairia de lá recuperado, mas não é o que acontece.O que precisamos é de educação de qualidade, que estes jovens sejam na realidade assistidos para alcançar a recuperação que necessitam e que se resgate a família, instituição essencial na formação moral e afetiva de qualquer ser humano, mas que foi degradada e se perdeu ao longo dos últimos tempos.
O conselho tutelar exige que a escola receba o menor, mas não dá o suporte necessário para que este jovem se recupere. A escola sozinha não é capaz de reabilitá-lo. A escola precisa da parceria do próprio conselho, de psicólogos e da família, mas não é o que geralmente acontece. Geralmente, o juvenil é “largado” na escola e só isso.
O que significam termos como: bem estar do menor, direitos da criança e do adolescente, estatuto da criança e do adolescente, etc.? Por que os deveres por parte do governo com esses jovens não precisam ser cumpridos como garante a lei? Como esperar que a escola sozinha consiga progredir com esses menores infratores ou marginalizados sem o suporte e acompanhamento dos órgãos competentes?
Toda criança tem direito à educação, portanto, “jogar” um menor na escola sem auxílio só vai tirar os direitos dos outros alunos ao estudo, pois o comportamento e as atitudes deste menor com certeza irão interferir negativamente em toda a turma. Não podemos confundir o direito de um com o menosprezo ao outro.
O verdadeiro enredo deste tema tem sido pífio, com o governo fingindo que faz, os órgãos e conselhos públicos empurrando o problema para a escola, que por sua vez não sabe, não pode e muitas vezes não quer solucionar o caso. O resultado final acaba sendo o indivíduo passando de menor infrator para maior criminoso (isso quando não morre antes de completar dezoito anos).
No final das contas, a sociedade é quem paga muito caro por este descaso, pois sofre com a educação desqualificada, mão-de-obra incompetente, violência e falta de cidadania, entre outros.
Diante de todo o escárnio que temos vivido no que diz respeito à sociedade, não há de ser torpe da minha parte dizer que os seres humanos estão involuíndo e originando uma nova espécie, a do Homo ridiculus (homem ridículo), com o comportamento mais irracional de todos os animais, de instinto destruidor no sentido social e ecológico, ambicioso e sem limites, capaz de se tornar um “canibal” quando quer ser mais do que os seus semelhantes.
Não concorda? Então leia diariamente os jornais e revistas, acompanhe os noticiários da TV e, acima de tudo, acompanhe a política. Se fizer isso ficará horrorizado (a) com o que vai ver.
Diferente desta nova espécie degradante, ser Homo sapiens sapiens é ser: humano, cordial, educado, consciente, responsável, respeitador, civilizado, amável. É formar uma família e saber o real significado dela. É olhar para o seu semelhante e querer o seu bem-estar.
É uma pena que a nossa espécie esteja em extinção.
E por favor, educação é direito de TODOS!
Escrito por Prof Iranildo às 14h57
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"ABRAM-SE AS CORTINAS"
"Isabella? Quem é Isabella?"
Algumas bactérias são classificadas como oportunistas por se aproveitarem do corpo fragilizado de um hospedeiro para se reproduzirem e se perpetuarem. E muitos seres humanos, não são oportunistas?
Alguém está preocupado com a forma brutal e banal como a criança Isabella foi assassinada? Talvez, algumas pessoas estejam. Porém, muitos estão "pré-ocupados" com o estúpido show proporcionado pela mídia (aliás, mais uma vez). Canais de TV, jornais e revistas, entre outros meios de comunicação, dão um verdadeiro espetáculo na cobertura do magnífico atrativo proporcionado pelo acontecido. Realmente, temos que tirar o chapéu para os pouquíssimos meios de comunicação que tratam o assunto com seriedade.
Pobres moscas e urubus, que terão que frequentar psicólogos, pois hoje são pormenorizados pelos seres nada humanos que mastigam com prazer a carniça da sociedade. Pobres animais que estão perdendo duramente seu nicho ecológico para o escárnio da sociedade.
Ser assassinada de forma completamente hedionda aos cinco anos de idade é normal, afinal, acontece todos os dias, portanto, não tem graça nenhuma, não dá IBOPE. O legal é encontrar os culpados e julgá-los antes mesmo da justiça. Ou talvez também jogá-los de um prédio. Quem sabe ainda surrá-los sem dó.
O bacana mesmo nessa história toda é se arrumar e ir para a porta da casa dos suspeitos aparecer na TV. O legal é o show.
Quantas crianças estão morrendo de diversas maneiras diariamente? Morrem pelo descaso, pelo abandono, pela violência. Morrem por ficarem a margem da sociedade. Morrem por ficarem fora das vidas dos adultos. O jovem relevante para a sociedade é o fora-da-lei, pois esse sim dá IBOPE. É legal Vê-los na TV com armas nas mãos, roubando, se drogando, etc. Mas, Vê-los estudando, vencendo, progredindo, não tem graça nenhuma.
A cada demonstração de frieza e maldade que vemos em casos como a morte da garotinha Isabella, morre também um pedacinho de nós, mas a cada demonstração estúpida e excêntrica de banalização da sociedade pelos seres nada humanos ao tratar o caso, isso esfola e machuca nosso orgulho e respeito pelo próximo!
Escrito por Prof Iranildo às 08h33
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Sobre o texto: Professor não é coitado
Em relação ao texto do economista Gustavo Ioschpe intitulado “Professor não é Coitado”, publicado na Veja.com de 07/12/2007, seguem-se abaixo alguns comentários.Algumas das colocações, em minha opinião, são explicadas no texto de forma muito dirigida, ou seja, pobres em argumentos. Fica aparente a falta de experiência na sala de aula e a vivência do cotidiano do professor. Se não for isso, sou muito azarado, pois em dez anos de magistério, em dois estados, vi realidades bem diferentes da relatada.Em relação ao questionamento sobre o porquê tantas pessoas optam pela educação se é um inferno, eu diria que, se fosse assim, ninguém seria nada no Brasil, pois, por exemplo, por que ser advogado se as leis são defasadas? Por que ser policial se não há condições favoráveis de trabalho (ou há?)? E por aí vai. A única coisa que valeria a pena seria ser político ou ladrão (acho que isso é redundância).Quanto à carga horária dos professores, os números não explicam de forma sensata como as coisas funcionam. Muitos dos professores têm toda uma base por trás do seu trabalho, como iniciantes que ainda vivem na casa dos pais e não precisam dobrar a carga horária, professoras que têm maridos que sustentam a casa, etc. Muitas pesquisas mascaram a realidade. Além disso, convido os críticos a experimentarem vinte horas semanais em sala de aula para verem se é tão simples assim. Concordo que não seja massacrante, mas também não é moleza não. E não pára por aí, uma coisa é você melhorar seu conhecimento como exemplificado no texto em relação a médicos e advogados, outra coisa é trabalhar mesmo. Adoro ler e faço muito isso, o que ajuda a melhorar meu profissionalismo, mas corrigir atividades e preparar aula é trabalho, não pesquisa ou estudo.Quanto às férias, não diria que são longas, mas sim necessárias. Só quem trabalha como educador sabe o quanto é desgastante ser professor, principalmente psicologicamente. Se eu estivesse errado, não teríamos um número tão alto de professores com afastamentos por motivo de saúde.Em relação à estabilidade no emprego, isso não é garantido só ao professor, mas a todo funcionário público efetivo. Além disso, a maioria dos professores não possui essa estabilidade, pois são apenas contratados e a cada ano passam por situações que já o colocam em situação de stress antes mesmo do início das aulas.Culpar os professores por conta da regulamentação frouxa é um tanto quanto imponderado. Já não basta culpá-los por quase tudo que acontece de errado na educação, agora também execrá-los por causa das leis, é demais. Diga que alguns abusam e concordo, agora, culpá-los, já é irreal. Para blindar o aprendizado do aluno, pode ter certeza que teremos que nos preocupar com os professores que estão presentes, e não os ausentes.O número de alunos mostrado no texto me deixou num “mundo de fantasias”. Dentro da normalidade sempre vai estar nos dados oficiais do governo. Acha que ele vai assinar embaixo a sua insignificância com a educação? Eu mesmo já dei aulas em salas com 54 alunos que, em dia de prova, sentavam-se na minha cadeira e até mesmo no chão. A realidade oficial só existe em números ou pouquíssimas escolas.Finalmente concordo com algo do texto. A infra-estrutura das escolas em geral realmente não é tão sofrível. A mídia investe nas escolas que são exceção porque o que vende é a “carniça” da sociedade. Mas, mesmo concordando com o texto, volto a dizer que números são insensíveis à realidade, pois um terço de quadras esportivas é pouco, assim como 42% de computadores também. Reconheço o quanto é importante ter instalações adequadas, mas isso é apenas o bruto, e matéria bruta não ensina, portanto, isso é só uma pequena parte do conjunto que rege a educação de qualidade.Quanto à violência, temos que generalizar o significado da sua palavra, pois, considerando-se que ela expressa ofensa, tirania, abuso, opressão, constrangimento e coação, entre outros, com certeza os 3% citados no questionário do Saeb de 2003 não condizem com a verdade. Dependendo da pergunta colocada no questionário, claro que as respostas seriam dirigidas e limitadas. Como disse o próprio autor do texto, houve “frieza nos dados”.O que mais me causou repulsa no texto foram as considerações e explicações a respeito dos salários. Quando li: “O professor tem um contracheque de valor baixo, assim como médicos, carteiros, bancários, jornalistas e todas as demais categorias profissionais do país...” quase desisti de continuar escrevendo. Sem desmerecer nenhuma das categorias citadas, pois dependemos de todas em nossa vida, mas com exceção dos médicos, que salvam vidas, nenhuma das outras citadas atua com funções que possam transformar tão drasticamente a vida das pessoas como a educação. Professor não trabalha como uma indústria de enlatados em que a produção tem que sair toda igual. São pessoas! E se isso serve de argumento, todos os profissionais citados, inclusive os médicos, precisaram passar por professores para se profissionalizarem. Acho que isso já basta para justificar a importância dessa profissão. Portanto, dizer que: “...os professores ganham aquilo que é compatível com a sua formação e o seu trabalho” é uma ofensa, e muito provavelmente de quem nunca foi professor. Diga-me que o salário do professor, em termos de valores é melhor do que a média do país e eu concordo, mas não que seja satisfatório e compatível com sua formação e função.A comparação do Brasil com outros países também é ilusória. A equivalência de renda média de cada país contrasta com os valores absolutos, ou seja, 1.3 da renda de um país com melhor educação do planeta é bem maior do que 1.5 da renda brasileira. Além disso, ocorre uma contradição, pois quando se compara a outros países da América do Sul, o Brasil está em vantagem, e essa vantagem também se expressa em outros domínios que não a educação, demonstrando que, quanto maior a valorização da educação, maior poderá ser o desenvolvimento do país.Professor não é coitado e está muito longe de ser um herói. Sem demagogia, se não fosse um “lutador”, seria na verdade um “otário”, assim como é o povo em geral nas mãos dos nossos governantes corruptos. Estes sim emperram toda e qualquer possibilidade de mudança positiva no país, pois impedem a recuperação da dignidade humana com seus podres poderes. Perfeita foi a colocação que diz que o professor é “...um profissional, adulto, consciente de suas decisões e potencialidades, inserido em uma categoria profissional que, como todas as outras, abriga muita gente competente, muita gente incompetente e muitos outros medíocres...”, mas, jamais que é uma categoria culpada pelos percalços da educação brasileira.
Link da matéria: http://veja.abril.com.br/gustavo_ioschpe/index_071207.shtml
Escrito por Prof Iranildo às 04h23
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Big Brother Brasil
Sabe por que o Big Brother faz tanto sucesso? É porque o ser humano adora ver e criticar os defeitos dos outros. O programa é uma verdadeira novela, com vilões, mocinho, mocinha. Pessoas que se sujeitam a mostrar o que são e o que não são. Nas sete edições passadas, foram cinco vitórias masculinas e apenas duas femininas. Por que será que existe essa diferença toda? Por julgamento? Além disso, as duas vitórias femininas se limitam a duas mulheres sem o rótulo de "mulher nota 10", e ainda sem boa condição econômica de vida. As pessoas dizem: 'Deixem as "coitadinhas" ganharem, as outras são bonitas e podem se dar bem na vida fora da casa, mas as "coitadinhas" não.' Por que será que a desvantagem feminina em vitórias é tão grande? Será que é por que a produção do programa investe em "imagem"? Rotula as mulheres da casa apenas como "beleza rara"? Não se preocupam com comportamento, beleza interior, etc.? Não que não sejam inteligentes, pois Grazi, Mariana, entre outras, mostraram competência, mas por muitas delas vestirem o rótulo da produção de vender a imagem e nada mais. Estaria eu enganado? Então por que 99% das cantoras antes de ter uma bela voz têm que ser bonita e "gostosa"? Principalmente quando fazem parte de uma banda ou ainda como dançarinas. E mais, além de belas, têm que aceitar exibir o corpo semi-nú, ou seja, "vender o corpo". Mas, voltando ao Big Brother, o sucesso do programa se deve realmente pelo grande prazer das pessoas em falar mal dos outros. Os participantes são ignorantes, falsos, mentirosos, briguentos, manipuladores, artificiais, etc. Talvez o ápice do programa se deva ao fato de muitos dos telespectadores estarem se vendo dentro da casa. Estarem se reconhecendo na pele dos participantes. Criticam atitudes dos outros que eles mesmos teriam. Será que nenhum dos confinados têm qualidades? Será que eles só têm defeitos? Eles não são humanos? Será que quem os julga também é perfeito? Não dá para analisar cada um dos participantes pelas suas qualidades e defeitos, mas apenas defeitos? Bom, uma coisa eu concordo, o programa é praticamente inútil, mas não diria totalmente, pois do ponto de vista psicológico é muito interessante assistí-lo. É um jogo muito dinâmico. Cada semana um indivíduo de lá é visto de uma maneira diferente. Pequenos atos fazem com que passem de mocinho a vilão e vice-versa. Não adianta criticar o Big Brother Brasil aos montes dizendo que o programa é "pobre". Quem dos que criticam assiste a programas educativos e culturais? Apenas alguns, com certeza. Quantos dos que falam mal do programa assistem a TV Cultura, por exemplo? A verdade é que o brasileiro não é educado para assistir programas que trazem informação positiva para si e para a sociedade, só sabe sentar e criticar, e, para isso, Big Brother Brasil é perfeito!
Escrito por Prof Iranildo às 11h08
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Sobre o ORKUT
O site de relacionamentos Orkut é um verdadeiro centro de falta de respeito e educação. Não pelo site em si, mas por muitos dos seus freqüentadores. Basta entrar em algumas das comunidades mais freqüentadas para notar o comportamento esdrúxulo de alguns dos seus participantes. Ainda bem que isso não é regra, pelo menos ainda. O choque entre diferentes ideais basta para os mais exaltados e menos educados demonstrarem com toda sua “ineficiência” o quanto são ignorantes e cruéis, desdenhando, xingando, ofendendo ou desmerecendo o outro. Isso é visível até mesmo quando participam de interesses em comum, bastando se sentirem contrariados para demonstrarem a acefalia que os acomete. Pela falta de educação e coerência, pessoas se acham no direito de ofender outras simplesmente por não concordarem com o que foi colocado por estas. Debater não basta, querem depreciar o próximo, ridicularizando-o. Acham que por serem grossos seus hormônios aflorarão e poderão dominar os outros, não pela capacidade intelectual, mas sim pela arrogância. Isso é uma enorme pena, pois o site realmente veio a aproximar muita gente, abrindo espaço para a manutenção do contato entre amigos e parentes distantes fisicamente, conhecer novas pessoas ou reencontrar pessoas que há tempos não se falavam. Mas também não podíamos esperar que fosse diferente num país em que se preza muito mais pela malandragem do que pela honestidade e educação. Como se esperar por debates sérios e competentes se o nosso país é execrado por líderes corruptos inescrupulosos que tratam à escola como “canteiro de obras”? Como esperar respeito num país em que o povo é marginalizado pelos seus governantes? Quem sabe um dia, quando os brasileiros acordarem para a vida e se tocarem que têm o poder na mão para mudar os infelizes rumos da nossa nação, não possamos sentar à frente do computador para tratar, sermos tratados e ilustrarmos com louvor nossas idéias com pessoas que, aí sim, descobriram que são sábias e não precisam da ignorância para se expressarem.
E antes que alguém me insulte, continuarei sim usando o Orkut, pois não é ele que tem problemas, e sim as pessoas que dele fazem mal uso.
Escrito por Prof Iranildo às 21h12
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Política???
É uma pena um país tão maravilhoso como o Brasil, cheio de riquezas naturais, culturais e sociais (seu povo), ser menosprezado e esculachado por podres poderes que se fazem seres superiores até mesmo ao Deus que acreditam. Podres poderes que monopolizam a qualidade de vida (não posso chamar de dignidade de vida, pois não são dignos).
Que pena ver um país tão maravilhoso, capaz de acolher bem com o calor do seu povo, onde quer que se vá, ser inundado por uma onde de crimes do colarinho branco, como jamais se viu (já existia, mas os criminosos mascaravam melhor).
Nos últimos anos a única notícia que recebemos dos nossos administradores públicos em geral são envolvimentos em escândalos. O termo "política" se tornou sinônimo de "sujeira". Sentar na frente da TV para assistir os noticiários é ver manchetes sobre vereadores e prefeitos cassados por corrupção; deputados (principalmente os federais) e senadores envolvidos em mensalões, mensalinhos, compra de votos, desvios de dinheiro público, amigos pagando contas de congressistas, e até o presidente, que parece inatingível, mas vê os nomes de seus principais aliados envolvidos em escândalos.
Às vezes penso se não há um governante desses que possa fazer a diferença, ser honesto e realmente fazer pelo povo, exercendo sua verdadeira função, pois mesmo os honestos não estão cumprindo muito bem seu papel de representante do povo.
Será que estou enganado? Será?
Escrito por Prof Iranildo às 11h19
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